Um dos atores mais atuantes no Cinema Novo, e também um dos favoritos de Glauber Rocha, Antônio Luiz Sampaio foi rebatizado Antônio Pitanga por causa de seu primeiro trabalho cinematográfico: Bahia de todos os santos, de Trigueirinho Neto. Estudou arte dramática na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia. Baiano de 1938, em mais de 40 anos de carreira, atuou em mais de 50 filmes e dirigiu um, Na boca da noite. Na TV também tem longa experiência, tendo participado de cerca de 30 trabalhos, entre novelas e séries. Sem nunca deixar de atuar, Pitanga foi vereador por duas gestões, pelo PT do Rio de Janeiro.
Bete Mendes foi a estrela de Beto Rockfeller, novela de 1968 que mudou o rumo das tramas televisivas. Com quase 40 anos de carreira, sua atuação vai além das inúmeras novelas que já fez: Bete também construiu uma carreira política. Foi militante da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, organização de esquerda que lutava contra a ditadura militar. Chegou a ser presa e torturada. Com a redemocratização do país na década de 80 - e já uma atriz consagrada – se elegeu deputada federal, por dois mandatos, e foi secretária estadual de Cultura de São Paulo. A atriz teve sua vida profissional relatada em um livro da coleção Aplauso, da Imprensa Oficial de São Paulo.
O primeiro longa-metragem da diretora Lúcia Murat foi o semi-documentário Que bom te ver viva, que ganhou muitos prêmios após estrear internacionalmente no Festival de Toronto, e revelou uma cineasta dedicada a temas políticos e femininos. Nele depoimentos de mulheres torturadas durante a ditadura militar se intercalam com cenas ficcionais protagonizadas por Irene Ravache. A preocupação política sempre aparece em seus filmes, alguns deles são: Doces poderes, Brava gente brasileira, Quase dois irmãos, O olhar estrangeiro, Maré - nossa história de amor. No momento está montando seu novo longa-metragem de ficção “Sala de Espera”.
O ator paraibano Luiz Carlos Vasconcelos cursou Letras e artes cênicas. Começou a carreira como o palhaço Xuxu, personagem que faz até hoje. O circo aliás, é uma de suas maiores paixões. É um dos fundadores do grupo de teatro Piollin, e foi com eles que montou e dirigiu o maior sucesso do teatro paraibano “Vau da Sarapalha”, peça que já foi encenada em diversos países. Participou de vários sucessos do cinema nacional, como Baile Perfumado, Carandiru e Abril despedaçado. Foi premiado como melhor ator no Festival do Rio por sua atuação em “O sol do meio dia”, de 2009. Com extensa atuação também na televisão, atualmente participa da novela “A vida da gente” e é coordenador do coral “Vozes da Infância”.